O cometa TL-6891

Entenda como a passagem de um cometa alterou toda a história e uniu este belo casal

O cometa TL-6891 é um daqueles que, de tão discreto, nem recebe um nome específico nem mobiliza astrônomos e curiosos em sua observação. Ainda assim, ele passa pela Terra a cada 70 anos, mais ou menos, e cada vez que passa, deixa um pouquinho do seu rastro no planeta azul.

A última vez em que esteve por aqui, em 2002, sua mágica tirou uma moça chamada Talita do colégio onde sempre estudou e a fez querer ir para outro. Neste outro, um jovem de nome Lucas era encantado por esse mesmo corpo celeste, que o fez abrir os olhos para quem estava a seu redor e avistou Talita. O contato aconteceu, a ligação foi criada, mas o amor não teve sua fagulha ali. Não é assim que o cometa trabalha.

Quando ele já estava longe da Terra, os dois tocados também acabaram por se afastar. Ela foi fazer faculdade em Minas Gerais e ele ficou em São Paulo, afundando a cabeça nos livros. Ambos deixaram a adolescência para trás sem estarem perto um do outro.

TL-6891, então, continuou seu trajeto e contornou o Sol, em seu inexorável caminho pelo espaço. Virou-se e chegou à órbita de Mercúrio, planeta dedicado ao deus mensageiro. Foram nove anos percorrendo a imensidão do vazio. Influenciado pelas energias desse astro, o cometa fez germinar as sementes plantadas em sua passagem terrestre. E através do celular, o avatar da comunicação, Lucas em Mato Grosso encontrou nas redes sociais Talita em Minas Gerais. Ele estava a trabalho e ela cuidando de sua mãe. Relembraram os velhos tempos, marcaram e se encontraram duas ou três vezes.

Mas foi só quando TL-6891 se aproximou de Vênus, nome romano da deusa do Amor, que eles começaram a se ver com outros olhos. Era Copa do Mundo no Brasil e seus corações se embalaram no ritmo do jogo. O Brasil perdia por 7 a 1 enquanto o cometa ganhava mais um casal para chamar de seu.

E quando ele passava pelo caminho da Terra novamente, para se despedir por 70 anos dos seres humanos, era setembro e Talita e Lucas começavam a namorar.

Sem a continuidade da influência benéfica daquela rocha errante, os dois tiveram que aprender a ficarem juntos unicamente pela força do amor. Não foi fácil... Houve sete meses em que a fita que unia o casal existia, mas o laço que ele formava, não mais. Era TL-6891 passando por Marte, o deus da guerra. Ao fim desse período complicado, eles fizeram as pazes e, juntos, reconstruíram o laço.

Desde então, muita coisa aconteceu até que o casamento foi marcado. Coincidência ou não, a data da união coincidirá com a chegada do cometa aos arredores de Júpiter, o deus dos deuses...